sobre marília

tive um blog famosinho que se chamava Mulher Alternativa. com o tempo ele morreu e virou uma estrelinha no céu coluna no Outras Palavras (que fofura o avatar – eu ainda usava óculos!), que às vezes era replicada na Carta Capital. também mantive por algum tempo uma página de facebook com o nome do primeiro blog famosinho. em 2013 rodou o mundo (e a baiana) um texto meu analisando o oportunismo político conservador no período entre junho e agosto, e a possibilidade de rolar um golpe político (não confunda com golpe militar) fortalecendo ainda mais a agenda conservadora. caetano (o veloso, esse mesmo) me chamou de paranóica, tom zé usou meu texto pra se inspirar e escrever a canção “povo novo”. com esse circo armado, uma quantidade bem razoável de gente começou a me seguir, mandar e-mails, perguntar coisas, querer saber, etc. acabei organizando uns cursos, presenciais e online, sobre diferentes assuntos (resumidamente, política e feminismo), que tiveram a participação de algumas dessas pessoas e foram experiências muito gratificantes pra mim. há mais ou menos um ano abandonei os óculos e essa vida pra me dedicar melhor ao que é, já há algum tempo, minha atividade profissional prioritária – a academia.

essa foi só a pontinha mais recente do iceberg de militância na minha vida, afundador de muitos titanics internos, devo dizer (ok, já sacaram meu humor de tiadopavê, néam?). tudo começou há um tempo atrás na ilha do sooOOool em 1998, quando eu era uma aluna da quintabê e meu colega me perguntou se eu não queria fundar com ele o grêmio da escola. antes disso, só passeata e protesto com papi, mami & família (do tipo aquela das diretas já, imediatamente depois da qual resolvi nascer). o fato é que essa pontinha me tornou mais conhecida. muito mais conhecida. e lida. só que, como tudo que exige um ritmo acelerado de produtividade (olar, capitalismo), essa onda me consumiu. quando pude me dedicar exclusivamente ao doutorado, peguei um bode gigantesco de internet. até hoje, devo dizer.

vocês vão reparar, talvez, que tenho poucos textos políticos recentes – e é um desdobramento desse bode aí. as discussões que englobam o mundo acadêmico (mesmo as discussões políticas) e meu aprimoramento no amadorismo como poeta e escritora têm tomado minha atenção e meu tempo. e me feito muito bem, obrigada. verão, também, que isso não significou deixar a militância de lado. apenas desejo que ela saia do nível tosco que debates na internet em geral permitem. como disse o Bourdieu, “a sociologia é um esporte de combate”. impossível não ser.

nas abinhas ao lado vocês podem escolher ler o que ando escrevendo em cada uma dessas categorias. há muitos posts velhos, uns mais recentes, outros que estão em eterna mutação e edição (aceito comentários e sugestões), uns que vêm de coisas que postei em redes sociais, outros que trazem artigos acadêmicos que publiquei. enfim. divirtam-se e, se não encontrarem algo, usem a barra e busca ali do lado que costuma ajuda. se mesmo assim não funcionar, entrem em contato comigo pelo formulário (não costumo responder mensagens de facebook, nem adicionar quem não conheço pessoalmente) aqui, ó:

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