vipera aspis

você às quartas junkie
eu terças acordo menor
sonho úmido
sei de cor:

que subverta-me toda
submeta-me e foda
vidrada, áspide cresce dura
e cospe em minha boca
mistura amarga
veneno
tabu

sábado gozo
e domingo
no teu rosto
nu

escorro
ao comer começo
do meu cu e guio profano ao fundo
assim justo
porque ainda
cru

celebro meu ano
a cada gota que te guardo
feito joia
em meu copo
corpo

baú

o beijo

o-beijo

queria tua sombra cativa
a boca saliva
o gosto de sal
memória olfativa

meu bem
és quem,
carnaval?

queria te ouvir que
me inventa samba
antes de dormir
vendada
mesmo deitada
minha perna bamba
(até a sexta
santa)

e no caminho do passeio ao farol
libertar sereia de anzol:

dizer que te quero em espanhol
beijar como Klimt sob o lençol