Mês: julho 2015

querido diário

time is never time at all

é duro mas também é belo. voluntariamente me jogar de um zepelim prateado sobre a lua. o frio na barriga sendo muito, abrir um guarda-chuva e atenuar a queda. encontrar meus demônios – uma longa batalha em que ora estou em vantagem, ora estou imóvel. enfim conseguir deixá-los para trás. em vez de tentar subir, descer. descer até o fundo mais fundo que se possa. o fundo que parece assustador mas é – enfim – belo. voltar um tantinho mais pra cima. jamais para terra firme. jamais estática. flutuo em um navio até, quem sabe, o próximo salto. Time is

POESIA

segundo exercício

planejo sobreviver com tempo. mentira. sem tempo sou o isso que planejo: filosofar nos minutos de intervalo entre a cama, o banheiro, o trabalho namorar personagens, enredos, roteiro quarto fechado, chorar no chuveiro (degustar aquela siririca) mas não só vejo o isso que planejo vislumbro um tododia sem rotina sem Dickinson presa em casa sem Mrs Dalloway barganhando flores sem Plath implorando pelo gás pelo simples motivo de mulher-e-casa-:- que-combinação- insuportável espero me deitar sobre as grandes coisas do mundo sobre guerras e revoluções sobre exércitos, cartas trocadas, amantes descobertas sexuais infantes, distopias sérias a mim resta cobrar de minha

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