POESIA

manifesto

de um futuro eu me lembro : teus olhos assim pretos pontos de carvão em brasa   nós repartíamos fumo, nós repartíamos casa.   jogávamos – ao alto – moedas e sobre as moedas abríamos páginas: o futuro comum em rota de ascensão   as moedas caíam e repartíamos pão.