Mês: julho 2014

POESIA

útero frio

volto ao escuro torno ao útero frio e tudo que eu era antes esvazio do alto do murro que levo na face mastigo lenta o cordão que me sufoca quase recebo luz recebo sal recebo dor recebo na pele pontadas duras de calor invento o velho e vento o novo fênix que eclode livre o próprio ovo

POESIA

vipera aspis

você às quartas junkie eu terças acordo menor sonho úmido sei de cor: que subverta-me toda submeta-me e foda vidrada, áspide cresce dura e cospe em minha boca mistura amarga veneno tabu sábado gozo e domingo no teu rosto nu escorro ao comer começo do meu cu e guio profano ao fundo assim justo porque ainda cru celebro meu ano a cada gota que te guardo feito joia em meu copo corpo baú

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