Me formei em ciências sociais na Unicamp no final de 2008. Nesses mais de dez anos após a graduação, fiz um mestrado na área de sociologia da educação e estudos de gênero, e defendi um doutorado mais ou menos na mesma área, mas um tantinho mais puxado para sociologia do conhecimento (tem um link para meu currículo lattes, acadêmico, ali no menu de cima). Além da Unicamp, trabalhei na Universidad Nacional de Córdoba (UNC), Argentina, e na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris, França.

Logo após defender o doutorado, parti para a Alemanha como bolsista do programa German Chancelor Fellowship for Tomorrow’s Leaders, financiado pela Fundação Alxander von Humboldt. Morei alguns meses em Bonn, fazendo um intensivão de alemão (6h por dia!) e depois comecei meu trabalho como bolsista em Berlim. O trabalho financiado por essa bolsa foi menos acadêmico e mais ativista, ou mais prático, por assim dizer. Trabalhei em parceria com a Berlin Feminist Film Week, um festival de cinema. Ao longo do período da bolsa desenvolvi uma pesquisa de base para curadoria de filmes na edição 2020 do festival (início de março), e para um podcast (o Libre). O grande tema orientador desse trabalho todo foram as relações de gênero e violência no contexto de relacionamentos “amorosos/românticos”, e a maneira como modelos tradicionais de amor se estruturam tendo como eixo a violência de gênero.

(no meio disso tudo ainda tive um bebê, amamentei, mudei de casa umas oito vezes, terminei um casamento monogâmico, vivi junto a um companheiro em relação livre, desfiz essa relação de convivência, uma namorada minha morreu, tomei ayahuasca e fiz um tantão de temazcal, me aproximei da psicanálise e tantas outras coisas da vida pessoas – que “não cabem no Lattes” – que agora formam novos caminhos prestes a meu retorno ao Brasil…)

Antes, durante e depois da vida acadêmica, estive e estou envolvida sempre com política – seja profissionalmente, trabalhando com ONGs nacionais e internacionais ligadas a direitos sexuais e reprodutivos; seja como militante, envolvida em coletivos, movimentos sociais, partidos. Fiz um monte de outras coisas na vida, em paralelo a esses dois eixos centrais (ciência e política, diria o Weber) – como a literatura, a poesia, tradução – e no menu do topo também tem um CV mais geral para quem tiver curiosidade de conhecer minha trajetória profissional. A internet sempre desempenhou um papel importante em tudo isso.

Tive um blog famosinho que se chamava Mulher Alternativa. com o tempo ele morreu e virou uma estrelinha no céu coluna no Outras Palavras (que fofura o avatar – eu ainda usava óculos!), que às vezes era replicada na Carta Capital. também mantive por algum tempo uma página de Facebook com o nome do primeiro blog famosinho. Em 2013 rodou o mundo um texto meu analisando o oportunismo político conservador no período entre junho e agosto, e a possibilidade de rolar um golpe político (agora vocês me olham dizendo “cêjura?”, mas na época parecia uma hipótese bizarra) fortalecendo ainda mais a agenda conservadora. Uma quantidade bem razoável de gente começou a me seguir, mandar e-mails, perguntar coisas, querer saber, etc. Falo bastante sobre isso na entrevista que dei para o podcast AntiCast em 2018 (vejam no menu superior). No menu do topo tem também um portfolio de escrita, redirecionando para o meu Medium, meus textos no Outras Palavras e no Blogueiras Feministas, principais canais de publicação.

Também sou sócia e editora da Linha a Linha, uma editora feminista antirracista independente cheia de planos e projetos maravilhosos para 2020!

Meu e-mail de contato profissional, para quem quiser fazer propostas indecentes: marilia@mariliamoscou.com.br